Montando a curva de Kaplan-Meier
Acrescente ou remova pacientes e avance evento a evento: cada degrau usa só quem ainda está em risco naquele momento.
Tabela de cálculo
Exemplo didático (dados fictícios). S(t) = S(anterior) × (1 − eventos/n em risco). Mediana = primeiro tempo em que S(t) ≤ 50%. Em empate de tempo entre evento e censura, o censurado é considerado ainda em risco no momento do evento (convenção usual). Com poucos pacientes, o p do log-rank (aproximação qui-quadrado) é só ilustrativo.
Separação tardia, cruzamento e RMST
Escolha como o efeito evolui no tempo e compare o que dizem a mediana, a taxa em 24 meses, o RMST, o HR e o log-rank.
Dados simulados para fins didáticos. 250 pacientes por braço; controle exponencial com mediana de 12 meses. Cenários: proporcional (HR 0,70 constante); separação tardia (HR 1,0 até 6 meses e 0,50 depois); platô de cauda (25% de longos sobreviventes no braço experimental, o restante igual ao controle); cruzamento (HR 1,6 até 6 meses e 0,55 depois). Entrada escalonada: seguimento de cada paciente entre (seguimento do estudo − 18) e o seguimento do estudo. RMST = área sob a curva de KM até τ (média de meses vividos até τ); τ fica limitado ao seguimento. O HR (Cox) com riscos não proporcionais é uma média ponderada pelos eventos, não um efeito constante. Área sombreada = diferença de RMST.
A armadilha da cauda
Reduza o número de pacientes ainda em risco no fim do seguimento e acrescente um único evento tardio: veja o quanto o platô se move.
Dados simulados para fins didáticos. Coorte de 200 pacientes; sobrevida verdadeira com platô de 30% (70% com mediana de 6 meses, 30% sem evento). O número em risco aos 36 meses é controlado pela entrada escalonada (seguimento independente do prognóstico); no máximo ~60 podem estar em risco, pois só ~30% chegam vivos aos 36 meses. IC 95% pelo método de Greenwood com transformação log(−log). Atenção: o IC de Greenwood só se alarga quando ocorrem eventos — num platô sem eventos, com poucos em risco, ele pode parecer enganosamente estreito; por isso, leia sempre o número em risco. Um evento entre k pacientes em risco derruba a curva em S × 1/k.