Quando um desfecho substituto prevê a OS
Mexa na associação individual (quem responde vive mais) e na associação entre ensaios (R²) e veja qual das duas decide se o ganho no substituto prevê ganho de sobrevida global (OS).
Nível individual: OS de quem atinge a resposta (ex.: pCR) × quem não atinge
Dados simulados para fins didáticos. Cada ponto é um ensaio com efeito do tratamento no substituto (HR de PFS) e na OS (HR de OS), em escala log; a dispersão entre ensaios é gerada para ter o R² escolhido (o R² estimado varia muito por acaso com poucos ensaios — clique em "Simular de novo" com 8–12 ensaios e veja). Erro de estimação dentro de cada ensaio não foi modelado. Banda = intervalo de predição de 95% para o HR de OS de um novo ensaio. Critério didático de "validado": R² estimado ≥ 0,7 e limite superior do intervalo de predição < 1. A curva individual é exponencial (mediana de 24 meses em quem não responde). Repare: mudar a associação individual não altera em nada a nuvem de ensaios.
Quem move o desfecho composto?
Defina a frequência de cada componente e o efeito do tratamento sobre ele; veja o HR do composto e de onde vêm os eventos evitados.
Dados simulados para fins didáticos. Riscos (hazards) constantes, específicos por componente; conta-se só o primeiro evento de cada paciente (como num desfecho composto do tipo DFS/iDFS). Sob essa premissa, o HR do composto é a média dos HRs dos componentes ponderada pelo hazard de cada um. Como os componentes competem entre si, um componente com HR = 1 pode ter mais primeiros eventos no braço tratado (menos pacientes saem antes por outro evento). O p é aproximado pelo número esperado de eventos (log-rank, alocação 1:1). "Brandos" aqui: novo primário e mudança de tratamento.